Homofobia caracteriza o medo e o resultante desprezo pelos homossexuais que alguns indivíduos sentem. Para muitas pessoas é fruto do medo de elas próprias serem homossexuais ou de que os outros pensem que o são. O termo é usado para descrever uma repulsa face às relações afectivas e sexuais entre pessoas do mesmo sexo, um ódio generalizado aos homossexuais e todos os aspectos do preconceito heterossexista e da discriminação anti-homossexual.
O que é o heterossexismo?
O termo "heterossexismo" não é familiar para muitos porque é relativamente recente. Só há relativamente pouco tempo é que tem sido utilizado, juntamente com "sexismo" e "racismo", para nomear uma opressão paralela, que suprime os direitos das lésbicas, gays e bissexuais. Heterossexismo descreve uma atitude mental que primeiro categoriza para depois injustamente etiquetar como inferior todo um conjunto de cidadãos.
Numa sociedade heterossexista, a heterossexualidade é tida como normal e todas as pessoas são consideradas heterossexuais, salvo prova em contrário. A heterossexualidade é tida como "natural", quer em termos de estar próxima do comportamento animal, quer em termos de ser algo inato, instintivo e que não necessita de ser ensinado ou aprendido.
Quando seres humanos dizem que algo é "natural", em oposição a um comportamento "adquirido" através de um processo de aprendizagem, geralmente querem dizer que não é possível desafiá-lo nem mudá-lo e que seria até mesmo perigoso tentar fazê-lo. No passado, dominava a ideia de que os homens eram "naturalmente" melhores nas ciências e no desporto e líderes natos, mas as mulheres tiveram a oportunidade de desafiar estas ideias e de mostrar o homem e a mulher numa perspectiva completamente diferente. Este desafio foi facilmente perpetuado assim que se começou a evidenciar que os homens são empurrados para posições de vantagem por uma sociedade que está estruturada para os beneficiar, um processo (a opressão das mulheres) mais tarde denominado de sexismo. Do mesmo modo, tem-se tornado evidente que a heterossexualidade, tal como a dita superioridade masculina, é tão natural, como adquirida. O facto de a maioria dos homens e mulheres a escolherem como a sua forma preferida de sexualidade tem por vezes mais a ver com persuasão, coerção e a ameaça de ostracização do que com a sua superioridade como forma de sexualidade.
O heterossexismo está institucionalizado nas nossas leis, orgãos de comunicação social, religiões e línguas। Tentativas de impôr a heterossexualidade como superior ou como única forma de sexualidade são uma violação dos direitos humanos, tal como o racismo e o sexismo, e devem ser desafiadas com igual determinação.
PEDOFILIA
Hoje a sociedade vive uma série de problemas, um deles é a falta de entendimento de conceitos trabalhados em larga escala. Assim temos uma ilusória impressão de que dominamos certos conceitos, desde dos mais simples até os mais complicados.
Caso igualmente acontece com a Pedofilia e os crimes que podem ser praticados por causa dela.
Pelo chamado censo comum, Pedofilia é uma doença e também um crime. Apenas por esta pequena “dedução” já fazemos uma confusão tremenda. Afinal como pode uma doença ser tratada como um crime? Como pode uma pessoa doente ser considerada criminosa apenas por isso?
Não estou querendo defender uma condição ou assumir um lado do debate. Apenas estou questionando a que ponto chegamos apenas em uma pequena dedução.
Se formos ser corretos neste conceito Pedofilia apenas por si não é um crime. Na verdade muito pelo contrário por que todos nós temos atração por crianças menos desenvolvidas ou mais. O simples fato de achar uma foto de uma criança bonita já é uma manifestação de afeto já é um sinal. Agora o que é importante é o que a pessoa enxerga naquela imagem. A interpretação vai variar a partir do grau de “afetividade” pelo personagem.
A mídia tem fator importante na cunhagem deste conceito. Simplesmente por nomear qualquer crime contra os costumes, que envolvam crianças, de pedofilia. Na verdade os crimes podem ser: atentado violento ao pudor, estupro (qualquer forma de sexo não consensual), exploração infantil, etc.
Então temos o peso da palavra e seu sentido alterado pela sociedade. O interessante é que nem sempre foi assim.
Na história antiga conseguimos encontrar diversos indícios que mostram que crianças e adultos tinham contato sexual entre si, isto era visto como um comportamento normal. Alguns costumes desta época persistem em várias sociedades. Por exemplo, no Camboja, onde meninas mantém contato sexual para provar que são fortes e que serão mulheres adultas fortes, por tanto, mostrando que o comportamento é cultural. O problema disto é que na sociedade atual países onde crianças são livres para se relacionar com adultos, por via cultural, acabaram virando rota para turismo sexual. Outro fato interessante é que existem produtoras de filmes para adultos que produzem filmes usando crianças que operam livremente neste país.
Até mesmo no Brasil temos problemas por causa da cultura. Quando uma pessoa mais nova se relaciona com uma mais velha. Até certo ponto tudo bem. Se os dois forem maiores de idade geralmente o mais velho acaba ganhando destaque dentro de seu ciclo social . Porém, quando dois adolescentes de relacionam, sendo um maior de idade e outro não, aí o caso complica.
Pelo ECA o relacionamento é criminoso mas para a sociedade é completamente normal. No debate pela maior idade penal vemos que a nossa sociedade tem problemas para distinguir o que é uma pessoa que não pode responder pelos seus atos de uma que pode. Este debate também pode ser levado para o âmbito da sexualidade. Afinal quando é que uma pessoa pode decidir pelos seus relacionamentos?
Podemos afirmar que tal idade não pode ser fixada. Em países como a França uma pessoa de 14 anos está apta a tomar controle total sobre sua vida. Só que este controle é conseqüência de uma grande construção do estado para desenvolver o cidadão e a pessoa para que nesta idade ela seja já madura o suficiente. No Brasil, onde não existe uma construção desta, encontramos dois quadros. Um onde os jovens são completamente imaturos e encaram o sexo como algo que não gera conseqüências grandes, e que espelham o comportamento onde nunca algo de errado irá acontecer. Ou apenas querem a auto-afirmação se mostrando para o grupo. O outro quadro, já está ciente e mais maduro quanto a sua própria sexualidade.
No Brasil, até os anos 90 quando foi criado o ECA, a idade de 18 anos foi fixada como marco para mostrar que a pessoa é apta a decidir sobre seus relacionamentos. Mesmo assim o tema ainda merece debate. Por que uma pessoa é considerada pedófila quando a mesma se sente atraída por crianças que ainda não passaram pela puberdade? Mas uma pessoa que se sente atraída por uma adolescente não é pedófila visto que é comum ao homem se sentir atraído por adolescentes. Inclusive é por isto que a pouco tempo atrás as mulheres se casavam por volta dos 14 anos por sua própria vontade, em alguns casos.

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